EDITORIAL
O futuro, você decide
Importantes decisões serão tomadas pela população neste segundo semestre. Falamos primeiramente das eleições, nas quais teremos que decidir quem vai governar o país e o estado nos próximos quatro anos, e também escolher os parlamentares que vão compor o Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa. Quanto à presidência da República, a disputa polarizou-se entre Dilma (PT) e Serra (PSDB), que estão na dianteira das pesquisas de intenção de voto, com Marina Silva (PV) correndo por fora, em terceiro lugar. Em Minas, o próximo governador será Hélio Costa (PMDB) ou Antonio Anastasia (PSDB). Que tenhamos sabedoria para escolher os melhores, os mais preparados.
Convém lembrar ao eleitor que nós precisamos aumentar a presença norte-mineira tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados, em Brasília. Todos sabem que maior representatividade significa mais força na hora de brigar pelos interesses da região.
Abordamos nesta edição de TEMPO outra questão que também exige pleno engajamento da população. É que absolutamente todos, especialmente investidores, bancos e empresários de um modo geral, estão de olho na Copa do Mundo de 2014, que será disputada no Brasil. Belo Horizonte é uma das sedes, e existe a possibilidade de pelo menos três municípios do interior de Minas serem escolhidos como subsedes da competição. Além de torcedores e imprensa internacional, estas cidades acolherão as delegações, disponibilizando estádio para treinamentos coletivos e local adequado para concentração.
Montes Claros está na briga, pois protocolou sua candidatura junto ao governo do Estado durante a realização do III Salão de Turismo. Para ser escolhida, a cidade deve preencher todos os requisitos exigidos pela Fifa, e para tanto será preciso um esforço concentrado que envolve poder público, entidades de classe, empresários e lideranças políticas da região.
De antemão, uma das exigências da Fifa já está garantida, pois Montes Claros está a menos de uma hora de distância da capital. O aeroporto inclusive já se adaptou às recomendações da Agência Nacional de Aviação Civil – Anac – para receber uma nova empresa aérea. Outro aspecto positivo é o anúncio recente de pesados investimentos na rede hoteleira do município.
Há uma exigência, no entanto, que é de caráter decisivo. Se não for plenamente atendida, a cidade não tem a mínima chance de ser escolhida: precisamos de um estádio, com gramado de boa qualidade e toda a infraestrutura necessária, como amplos vestiários, academia de ginástica etc. Desde a década de 1970 o projeto do Estádio Municipal Antônio Lafetá Rebello, o popular Mocão, vem se arrastando sem solução, à espera de uma luz no fim do túnel. De lá para cá, entrou governo e sai governo, e o Mocão simplesmente não saiu papel.
Quem sabe agora - a pretexto de credenciar Montes Claros a fazer parte do seleto grupo das cidades que serão protagonistas da Copa do Mundo de 2014 - o Mocão finalmente seja construído, bem como o Centro de Convenções, que é outra exigência da Fifa.
Esta década, com Copa do Mundo e Olimpíadas, é a década do Brasil no mundo. E pode se tornar também a décaca de Montes Claros no cenário nacional.
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